Existem dois direitos assegurados por regulamentação que a maioria das pessoas conhece de nome e nunca exerceu. Ambos podem reduzir custo sem exigir nenhum sacrifício de consumo.

Portabilidade de salário

O trabalhador pode receber o salário na conta que preferir, mesmo que a empresa mantenha convênio com outra instituição. O procedimento é solicitado no banco de destino e não deve gerar custo para o trabalhador.

Por que importa: se você mantém uma conta apenas porque o salário cai lá, e paga tarifa por isso, a portabilidade elimina essa despesa recorrente. Contas digitais sem tarifa mudaram bastante essa conta nos últimos anos.

Portabilidade de crédito

Uma dívida contratada em um banco pode ser transferida para outro que ofereça condição melhor. O banco de destino quita a dívida no original e você passa a pagar a ele, com a nova taxa.

É especialmente relevante em financiamento imobiliário e consignado, onde o prazo é longo e uma diferença pequena na taxa vira diferença grande no total pago.

Como fazer sem perder tempo

  • Peça ao banco atual o saldo devedor e o CET do contrato, por escrito
  • Leve esses números a pelo menos duas outras instituições e peça proposta
  • Volte ao banco original com a melhor proposta — muitos cobrem para não perder o cliente
  • Só assine depois de comparar o CET, nunca só a parcela

O ganho aqui não vem de ganhar mais nem de gastar menos. Vem de pagar menos pela mesma coisa — que é a forma menos dolorosa de melhorar um orçamento.

Henrique Guedes

Henrique Guedes

Saindo do buraco

Não escrevo aqui como especialista de fora olhando para o problema dos outros. Escrevo porque estou dentro dele. Estou saindo do buraco, mais de R$ 200 mil em dívidas, com a meta de quitar tudo em um ano, e compartilho aqui no blog a jornada real: as estratégias que uso e o que estou aprendendo no caminho, sem fórmula mágica e sem fingir que é fácil. Mas é possível e quero te encorajar a ter uma vida em paz sem dívidas.

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